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A paixão do insólito nas Letras

A paixão do insólito nas Letras

Nosso catálogo reúne autores que possuem essa singularidade, obras que deslocam perspectivas, atravessam fronteiras, abrem novos horizontes, refratárias às classificações tradicionais.

Insólito designa, segundo a etimologia, tudo que é inusual e que sai do ordinário. A palavra mesma "insólito" me diz ao mesmo tempo mais e menos: me sugere, com efeito, algo raro, mas de uma raridade especial e incisiva que não se reduz a uma simples média baixa na avaliação estatística da frequência dos seres. Um ser insólito não é apenas raro e menos frequente que seus congêneres usuais. O que possui, então, para me fazer concebê-lo como insólito? Um objeto normal é reconhecido por sua conaturalidade em relação aos objetos que o rodeiam; um objeto insólito, por sua impossibilidade de aparentar-se a eles. É por isso que sua justaposição acarreta um fenômeno que se assemelha à sobreposição de dois mundos paralelos, comparável à do cinema quando funde duas cenas.

Clément Rosset

A Átopos Editorial nasce da paixão pelo insólito nas Letras.

Uma editora dedicada a autores e obras inusitadas, que fogem ao comum e não se encaixam nas prateleiras habituais e nas classificações convencionais.

 

Autores fora da curva, cujas obras —verdadeiros "objetos insólitos" — produzem um efeito de estranhamento, destoando do conjunto dos seus congêneres. 

Do grego, Átopos significa justamente o que não tem um lugar determinado, o que escapa às coordenadas preestabelecidas, o que é estranho às classificações correntes. Por definição, o atópico surpreende, desconcerta, inquieta, deslocando-se do convencional, situando-se fora da curva por sua natureza insólita.

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